SUSCETIBILIDADE A ESCORREGAMENTOS TRANSLACIONAIS NA BACIA DE DRENAGEM DE FRADINHOS, VITÓRIA/ES

Nome: Julia Frederica Effgen
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 08/02/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Eberval Marchioro Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Eberval Marchioro Orientador
Pablo de Azevedo Rocha Examinador Interno
Patrício José Moreira Pires Examinador Interno
Ricardo Tavares Zaidan Examinador Externo

Resumo: Escorregamentos translacionais são processos geomorfológicos presentes no Sudeste brasileiro, em função de características do relevo e do clima, dentre outros fatores. Na capital capixaba, Vitória, não é diferente, com grandes eventos de movimentos de massa causando perdas humanas, econômicas e transformações socioambientais. Em função disto, este trabalho tem como objetivo analisar as áreas de suscetibilidade a escorregamentos translacionais na bacia de drenagem de Fradinhos, através do modelo de base físico-matemática Shallow Stability (SHALSTAB), nas suas versões de controle topográfico e equação completa. Para a parametrização do modelo, foram realizadas amostragens de textura, coesão, densidade aparente, ângulo de atrito interno e condutividade hidráulica saturada do solo, em três locais com uso e cobertura da terra distintos, sendo que dois tinham cicatrizes de escorregamentos nas proximidades. A bacia de drenagem de Fradinhos tem predominância de altas declividades, com 49,8% e 32,3% da área total da bacia com declividades entre 20-45% e 45-75% de declividade, caracterizando relevo de forte ondulado a montanhoso. As formas de vertentes mais comuns são as de curvatura horizontal planares e divergentes, com cerca de 73% e 15,1%, respectivamente. As zonas de alta contribuição da área de estudo são associadas aos terços inferiores das vertentes e as linhas de drenagem. As modelagens com o Shlastab de melhor desempenho foram as de equação de controle topográfico com resultado em log (Q/T), com 61% de taxa de verdadeiro positivo, e equação completa com resultado em chuva crítica para a ocorrência de escorregamento, com 71% de taxa de verdadeiro positivo. As modelagens de pior desempenho foram as de equação completa com resultado em log (Q/T), que apresentou quase a totalidade da bacia como área estável, e de equação topográfica com resultado em chuva crítica, que apresentou quase a totalidade da bacia como área instável (precisando de menos de 5mm de chuva por dia para a ocorrência de escorregamento). O limiar de chuva crítica para considerar uma área estável foi de eventos acima de 25mm/dia, ou seja, somente eventos fortes de precipitação provocariam escorregamentos

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