MULTITERRITORIALIDADE NO DISTRITO DE ITAPINA,
COLATINA - ESPÍRITO SANTO

Nome: Arleida Lemke Tesch
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 09/08/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Julio César Bentivoglio Orientador
Maria Inês Faé Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Aurélia Hermínia Castiglioni Examinador Interno
Julio César Bentivoglio Orientador
Marcelo Durão Rodrigues da Cunha Examinador Externo
Maria Cristina Dadalto Examinador Externo
Renata Hermanny de Almeida Coorientador

Resumo: Esta dissertação analisa a evolução do povoamento, da economia cafeeira, da infraestrutura de transporte e suas inter-relações com a construção da multiterritorialidade materializada na paisagem de Itapina. Detém-se especialmente no período compreendido entre 1906, com a chegada dos trilhos às margens do Rio Doce, e 2016, com o fim do governo municipal que consolida o tombamento do núcleo urbano de Itapina em uma Área de Proteção do Ambiente Cultural. Destaca a importância da Fazenda Serra, de Francisco Vieira de Carvalho Milagres no povoamento dos arredores do núcleo urbano de Itapina. Identifica a localização do Aldeamento Laje e a presença dos índios Munhageruns e Nac-Nuncs na foz do Ribeirão Laje, afluente do Rio Doce e a ação do SPI em minimizar os conflitos que ocorrem entre os índios e os colonos. Destaca as conexões existentes entre as vias de comunicação utilizada por tropeiros com a ferrovia e a navegação fluvial, especialmente no Rio Doce, sendo que mais tarde as vias dos tropeiros são materializadas em estradas e rodovias. Enfatiza a história da Estrada de Ferro Vitória-Minas e a sua importância para o entreposto comercial que se estabelece no núcleo urbano de Itapina. Aponta que a ascensão e o auge da vida econômica em Itapina ocorre entre os anos de 1920 a 1950 e a decadência entre as décadas de 1960 e 1970, período da erradicação do café no Espírito Santo e no Brasil. Utilizando diversos trabalhos acadêmicos, como livros, artigos, dissertações, teses, análise de estudos, relatórios, diagnósticos, jornais e revistas, sobre os recortes adotados na pesquisa produzidos por órgão do governo e vinculados a ele que abordam o recorte temático e temporal da pesquisa, analisa o processo de ocupação do território por meio do povoamento, da implantação dos modais de transporte, do cultivo do café nos arredores do núcleo urbano de Itapina que se constitui numa dinâmica combinada e contínua de multiterritorialidade expressa na territorialização e na des-territorialização do indivíduo, grupo social e do Estado que constroem seus multi territórios integrando a experiência cultural, econômica e política em relação ao espaço. Os resultados evidenciam os motivos da decadência da vida econômica do núcleo urbano, enfatizam que o breve momento ascensão e decadência que se materializa no espaço/território como um legado preservado com o tombamento da Área de Proteção do Ambiente Cultural de Itapina, que se organiza em setores no Sítio Histórico Urbano de Itapina, demonstram que a população, representada na pesquisa, atribui valor a territórios na APAC, sendo que esses territórios correspondem a objetos, a eventos, a construções, a elementos da paisagem, e que os valores estão em constante reconstituição.

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