CARTOGRAFIA, MAPAS E EXPERIMENTAÇÕES
COM LINGUAGENS DA ARTE: PROCESSOS DE
PRODUÇÃO DE OUTRAS GEOGRAFIAS EM
EDUCAÇÃO

Nome: Ernandes de Oliveira Pereira
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 15/03/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Gisele Girardi Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Flaviana Gasparotti Nunes Examinador Externo
Gisele Girardi Orientador
Igor Martins Medeiros Robaina Examinador Interno
Soler Gonzalez Examinador Externo
Wencesláo Machado de Oliveira Junior Examinador Externo

Resumo: Esse estudo foi desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Espírito Santo, no ambiente do Laboratório de Cartografia Geográfica
e Gestão socioespacial. Partiu dos seguintes problemas: como possibilitar a
imanência de outras geografias do espaço e lugar para além dos livros didáticos,
das imagens-clichês que restringem o pensamento dos estudantes? Como a
linguagem da arte, pode mobilizar outras maneiras de pensar o espaço e o lugar no
contexto educacional? Diante desses questionamentos a seguinte hipótese foi
levantada: as linguagens da arte, como a fotografia e a poesia, mobilizam o
pensamento dos estudantes sobre o espaço e lugar, transcendendo os livros
didáticos, as imagens oficiais dos lugares, permitindo a imanência de outras
possibilidades de geografias, a partir de uma perspectiva de invenção. Para ratificar
essa premissa, a metodologia adotada ancorou-se na cartografia, como processo de
acompanhamento de produção de mapas (outras geografias) durante e após as
experimentações com as linguagens das artes. Portanto, reações emocionais,
discursos, desenhos e criações artísticas dos próprios alunos no campo da fotografia
e da poesia, serviram de elementos importantes para análise sob a luz da filosofia
da diferença de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Tratou-se de uma jornada singular
de um professor, marcada por muitos movimentos de paradigmas, em que as
noções de espaço e lugar dos livros didáticos, dos globos terrestres, dos atlas
escolares, vistos como meras superfícies que servem de suporte para os
acontecimentos, foram ultrapassadas. Uma breve jornada que foi realizada na região
serrana do Espírito santo, onde a imagem homogênea do sofrimento e da superação
do imigrante europeu sobrepõe e apaga outras possibilidades de trajetórias, como a
dos indígenas e dos afrodescendentes cujos antepassados foram escravizados em
antigas fazendas portuguesas. Uma viagem marcada pela postura do estrangeiro
como cartógrafo, que acompanha os processos criativos e subjetivos dos estudantes
quando mobilizados pelas forças violentas dos signos das linguagens da arte como
a poesia e a fotografia. Uma jornada que busca abrir conexões, rupturas e
possibilidades para que outras geografias possam emergir dentro do ambiente
educacional.

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