HISTÓRIA DA CONSTRUÇÃO DE GUAÇUÍ - ES:
ASPECTOS DA FORMAÇÃO URBANA NO VALE DO ITABAPOANA CAPIXABA (1920-1960)
Vitória - ES
2020

Nome: Marcos Cândido Mendonça
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 15/05/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Carlos Teixeira de Campos Júnior Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Carlo Eugenio Nogueira Examinador Interno
Carlos Teixeira de Campos Júnior Orientador
Leonardo Civale Examinador Externo
Luis Carlos Tosta dos Reis Examinador Interno
Marta Zorzal e Silva Examinador Externo

Resumo: Este trabalho investiga a construção da cidade de Guaçuí, localizada no vale do Itabapoana capixaba, no tocante à produção de moradias e à criação de infraestrutura urbana, sobretudo entre os anos 1920 e 1960. Refere-se ao estudo da produção do espaço urbano a partir dos agentes privados da produção, personificados no construtor, no trabalhador e no proprietário da terra. A análise se deu pelo estudo da produção do espaço urbano como alternativa de valorização do capital por intermédio da construção da cidade. Esta pesquisa baseou-se em revisão bibliográfica, material documental (relatórios de governo, registros de transmissões de imóveis, informações de periódicos, entre outros meios) e depoimentos de pessoas conhecedoras da história local. O referencial teórico de análise procurou apreender a cidade (seu espaço construído) em interface com a estrutura econômica como condições urbanas necessárias à reprodução do capital. Para tal efeito, foi necessário compreender o significado econômico da propriedade privada da terra para a atividade da construção e o papel da cidade como polo regional na estrutura produtiva. A conclusão é a de que o capital originado no campo e no comércio encontrou na construção da cidade alternativas de se reproduzir e, dessa maneira, interferir na configuração espacial da cidade. Nesse sentido, investigamos as estratégias de capitalistas locais na criação de infraestrutura urbana (energia elétrica, fornecimento de água e captação de esgoto e lixo), na atividade de hotelaria, no comércio de terrenos urbanos e na produção (ou controle) de moradias de aluguel. O exame dessas iniciativas revelou que a construção da cidade se deu dominada pela perspectiva de capitalização da renda mediante a valorização da propriedade imobiliária. Esse processo, ao interferir na forma de produzir, revelou uma amostra dos efeitos da lógica capitalista na configuração espacial da cidade por meio das modernas moradias construídas para a elite, em contraste com as moradias de aluguel para a classe trabalhadora, construídas por repetição de projeto. Como resultado da lógica mercadológica na produção da cidade, tomaram forma em Guaçuí as primeiras experiências de produção para o mercado na construção, que reforçam a homogeneização das formas construídas da cidade, que se realiza junto da diferenciação social dos espaços com consequências predatórias para o trabalho.

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