A Modernização do Atraso: Os Fundamentos da Urbanização de Vitória-1889-1930

Nome: Marcos Cândido Mendonça
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 27/11/2014
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Carlos Teixeira de Campos Júnior Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Lucy Oliveira Freire Examinador Interno
Carlos Teixeira de Campos Júnior Orientador
Leonardo Civale Examinador Externo
Luiz Cláudio Moisés Ribeiro Examinador Interno

Resumo: Esta dissertação volta-se para a investigação da modernização da cidade de Vitória durante a passagem do século XIX ao XX. Trata-se, especificamente, da tentativa de compreender a modernização de Vitória no seu conteúdo arcaico, no sentido de, no conjunto das estratégias do poder, preservarem-se interesses de estruturas sociais anteriores, para um novo contexto econômico e sociopolítico. O referencial teórico de análise pressupôs apreender a cidade (seu espaço construído) articulada à estrutura econômica, enquanto condições urbanas necessárias à reprodução do capital. Para tal efeito, foi necessário compreender as implicações da metamorfose da riqueza, representada anteriormente pela propriedade do escravo e transferida para a propriedade da terra. Nessa tarefa, investigamos a hegemonia dos interesses da instância mercantil-exportadora do capital que dominou o aparelho de Estado e dirigiu o processo. A interferência dessa fração do capital no processo foi compreendida a partir da estruturação do poder no Espírito Santo processada na reorganização das bases da produção de café na transição do trabalho escravo para o livre. Através da modernização da cidade, foram criadas novas alternativas de valorização do capital por intermédio da construção da cidade (habitações, edifícios públicos, infraestrutura e serviços urbanos). Contudo, não se verificou de forma significativa desdobramento do excedente acumulado na esfera do comércio em atividades produtivas modernas (multiplicadoras da riqueza). Nesse processo, surge a perspectiva de a valorização da propriedade imobiliária como expressão do desenvolvimento das condições gerais da produção e da reprodução do trabalho possibilitar rendas futuras crescentes ao capital. O que indica uma urbanização fundamentalmente dominada pelos interesses mercantil-exportadores e patrimonialistas, revelando um forte traço de atraso da modernização da cidade em seu papel de centro comercial da economia regional.

Palavras-chave: modernização de Vitória; condições gerais de urbanização; poder econômico; infraestrutura urbana; serviços urbanos; propriedade imobiliário.

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